A educação cristã e a postura do professor
Partindo do pressuposto de que a educação cristã está abalizada
na Bíblia Sagrada e que esta fornece informações em todas as áreas da esfera humana
através das experiências ali citadas, como o ensinamento vulgar que a mãe
precisa amamentar seu filho, os episódios de crises psicológicas vividas por
diversos personagens, as relações políticas relatadas de inúmeros governantes;
embates emocionais, sociais, religiosos e principalmente a relação com o
sagrado, entre o homem imperfeito e o Deus Santo; entende-se como possível à
educação cristã, alcançar o aluno na inteireza de seu ser, alvo que a educação
secular se ressente de não conseguir.
A educação cristã tem
a prerrogativa de emitir sentenças morais e éticas com alcance e consequências
mais abrangentes, em todas as áreas já abordadas, que repercutem no presente e
futuro – entenda-se também eternidade – extrapolando o sentido de cidadania
como o conhecemos estritamente nessa vida. Impingindo no momento atual, um
sentimento de desfrute de vida eterna com Deus. Esse fato suplanta toda
concorrência tanto nos benefícios individuais como nos coletivos.
A seguir o exemplo do
Mestre dos mestres, que gostava de ouvir (Mc 8.29); interagir (Jo 3.1- 21;
4.7-30); valorizar (Jo 17) e acreditar (Mc 16.15-20) nas pessoas, qualquer
professor estará fadado ao sucesso, não estritamente o dos holofotes, mas o de
marcar a vida de seus alunos como aquele que ajudou a desenvolver seus talentos
e aptidões, a transformar deficiências em virtudes, fraquezas em fortalezas,
fracassos em vitórias e descrédito em sucesso.
O contraposto é
triste, pois mostra o despreparo de um professor em primeiro saber qual é seu real papel. O educador cristão não deve pensar, agir ou transmitir a ideia de
que é somente um “depositório" de conhecimento divino”, tampouco que está ali
“pela misericórdia do Senhor”. Ao contrário, a atitude esperada de um professor
é a de um descobridor de talentos, um promotor, um motivador da vontade e sede
de aprender; de pesquisar, de crescer na graça e no conhecimento. O professor
que ignora o legado de educação cristã deixado por Cristo mostra que deu o pior
de si. Está equivocado e precisa se reciclar.
Produtividade,
portanto, é a palavra que melhor se enquadra no trabalho do professor que
utiliza os muitos e variados recursos disponíveis na atualidade visando sempre
o melhor em prol de seus alunos. O aluno anseia entender que é valorizado e
percebe isso através do empenho de seu mestre. O bom professor deverá se
importar com seus alunos, sentir empatia por eles. Transmitir ânimo, desejar
ser um motivador da busca por conhecimento. Existem muitas ferramentas
disponíveis e prazerosas que podem auxiliá-lo nessa tarefa. As redes sociais
que se impõem quase como uma necessidade apresentam farto material de pesquisa
para debates; O envio de reforço escolar por e-mail e a tarefa de compartilhar
conteúdo via Bluetooth podem ser bastante atrativas a determinadas faixas
etárias. Não são necessários
“rios de dinheiro” gastos em tecnologia para uma boa aula ser apresentada. De
um recorte de jornal a um vídeo “baixado” do YouTube; de uma cartolina pintada
ou riscada com lápis de cera a uma apresentação em Power Point, de um quadro
negro a um projetor de última geração, de uma boa apostila preparada com eficiência e esmero a
um e-book, a única diferença é a dedicação, zelo e criatividade que
demonstrarão o quanto o professor se importa. O bom professor perceberá o retorno de seus alunos em forma de
interesse, atenção, carinho – guardadas as devidas proporções – e respeito.
A atuação de um professor dedicado e criativo pode marcar e
moldar a vida de seus alunos de maneira extremamente positiva. O professor que
descobriu esse caminho, honrou sua vocação ao seguir o exemplo do Mestre dos
mestres.

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